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8 de abril de 2020
Destaques Energia

Aquisição da TAG reduz ganho da Engie

A Engie Brasil Energia (EBE) apurou lucro líquido de R$ 617,5 milhões no quarto trimestre de 2019, queda de 18,9% em relação a igual período de 2019. A receita líquida cresceu 21,4%, para R$ 2,8 bilhões, e o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 21,6%, a R$ 1,317 bilhão.

Com o resultado, o lucro da maior geradora de energia privada do país alcançou R$ 2,311 bilhões em 2019, praticamente em linha (-0,2%) em relação ao ano anterior. Na mesma comparação, a receita líquida aumentou 11,5%, para R$ 9,8 bilhões, e o Ebitda cresceu 18,2%, somando R$ 5,163 bilhões.

Segundo o diretor-presidente da companhia, Eduardo Sattamini, o resultado refletiu o crescimento da empresa alavancado por dívidas, principalmente para a aquisição da Transportadora Associada de Gás (TAG), da Petrobras, concluída em junho. A EBE também fechou 2019 com investimentos de R$ 4,9 bilhões, dos quais R$ 3,5 bilhões apenas na compra da TAG – a maior operação de fusão e aquisição da América Latina no ano passado.

O projeto deve exigir R$ 1 bilhão de investimentos, incluindo o valor da aquisição. A EBE, junto com sua controladora, a francesa Engie, e o fundo canadense Caisse de Dépôt e Placement du Québec (CDPQ), adquiriu 90% da subsidiária da Petrobras dona de uma rede de 4,5 mil km de gasodutos, por cerca de US$ 8,5 bilhões. A EBE tem agora 29,25% na transportadora de gás.

“O que marcou o ano de 2019 foi um crescimento significativo da companhia, financiado através de dívida, para que tivéssemos uma estrutura de capital mais eficiente”, disse Sattamini, ao Valor.

Essa estratégia se refletiu no aumento de 48,6% da dívida líquida, que alcançou R$ 10,2 bilhões, no fim do quarto trimestre. Apesar do crescimento, a relação dívida líquida/Ebitda está em nível “confortável” de 2 vezes, explicou o executivo. Dessa forma, o conselho de administração da EBE aprovou pagamento de dividendos complementares de R$ 949,7 milhões, totalizando valor distribuído em 2019 de R$ 2,197 bilhões e mantendo em 100% o pagamento do lucro líquido distribuível ajustado.

A EBE também fechou 2019 com investimentos de R$ 4,9 bilhões, dos quais R$ 3,5 bilhões apenas na compra da TAG – a maior operação de fusão e aquisição da América Latina no ano passado.

Para 2020, a empresa prevê investir R$ 2,5 bilhões, principalmente na implantação do projeto de transmissão de Gralha Azul, de cerca de 1 mil km de extensão, no Paraná, na construção da segunda fase do complexo eólico Campo Largo, na Bahia, e no complexo termelétrico de Pampa Sul, no Rio Grande do Sul.

O valor, porém, deve crescer. A empresa espera concluir até março a compra de um empreendimento de transmissão de 1,8 mil km, entre o Pará e Tocantins, da indiana Sterlite, por R$ 410 milhões. O projeto deve exigir R$ 1 bilhão de investimentos, incluindo o valor da aquisição. Outros R$ 200 milhões podem ser destinados à eólica de Santo Agostinho (RN).

Por fim, a EBE participa do processo de venda dos 10% remanescentes da Petrobras na TAG. A ideia é repetir a parceria com a holding francesa e o fundo canadense.

Fonte: Valor Econômico

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