19.5 C
Brasil
7 de dezembro de 2019
Destaques Mercado

Chilli Beans investe em startup de educação financeira infantil no Shark Tank Brasil

Existem pais que ao prestarem atenção às brincadeiras e anseios dos filhos, acabam tendo ideias criativas, capazes de atrair grandes investidores como Caíto Maia, fundador da Chilli Beans. Sempre atento às tendências de mercado e de olho num público muito especial – crianças e adolescentes – o empresário fez um aporte de R$ 176 mil na Edfintech Tindin durante o reality show Shark Tank Brasil, no episódio que foi ar na última sexta-feira (09).

Com as novas gerações cada vez mais plugadas nos smartphones, o antigo cofrinho é agora uma startup de educação financeira infantil, estruturada em uma plataforma de mesada eletrônica educativa e gamificada.

A inspiração de Eduardo Schroeder, cientista da computação e CEO da Tindin, veio da decisão de aplicar a mesada educativa, para combater o consumismo infantil do seu filho Rafael, que na época tinha apenas três anos, e estava acumulando moedas em um cofrinho para serem trocadas pelo brinquedo que ele tanto queria.

Anos depois, o menino fez uma proposta que se transformaria no conceito por trás do negócio. Ele disse, ‘pai, quero comprar seu cartão de crédito, porque lojas online não aceitam moedas’. E foi então que Schroeder pensou “Uau, faz todo sentido!”.

Dessa forma, nasceu a proposta do aplicativo que é desenvolver as capacidades infanto-juvenis de planejamento, negociação, poupança, investimento, consumo consciente e empreendedorismo para treinar habilidades como o hábito de poupar, capacidade de negociação, respeito ao dinheiro e gestão financeira, além de disciplina e responsabilidade.

O grande diferencial, segundo o empreendedor, frente aos produtos substitutos do mercado é o trinômio: finanças-educação-gamificação. “Não se trata apenas de um meio de pagamento, ou apenas marketplace, tampouco apenas plataforma educacional. É o primeiro ecossistema financeiro a aplicar educação financeira na teoria e na prática”, explica.

Por meio de um marketplace no próprio aplicativo, o empreendedor conta que as crianças podem comprar produtos com a mesada acumulada, e os pais também podem inserir produtos ou experiências, como viagens. “Em breve, os acessórios da Chilli Beans também estarão disponíveis”, afirma.

Não é sem razão que o “tubarão” decidiu investir também para que este púbico possa adquirir produtos da Chilli Beans através do gateway de pagamento da Tindin, usando a mesada conquistada pelo cumprimento das tarefas, definidas pelos pais.

Como funciona

Ao baixar o aplicativo gratuitamente para IOS ou Android, os pais definem o valor da mesada para transferência automática via cartão de crédito, e definem critérios, tarefas e recompensas para as crianças, que por sua vez, conquistam sua mesada e a administram de forma digital e gamificada, escolhendo um objetivo material que adquirem usando a própria mesada.

Quando questionado sobre a juventude da startup, Schroeder responde: ” Nunca subestime uma criança!”, brinca. Segundo ele, a empresa, que conta ainda com outros dois sócios colaboradores atuando nas áreas de Marketing e Desenvolvimento de Software, foi constituída no modelo exponencial de negócio, o que justifica sua velocidade frente aos modelos tradicionais.

Fundada em 2018,  a Tindin foi a campeã de um dos mais tradicionais eventos para startups no mundo: o Startup Weekend. O time multidisciplinar formado por pais e especialistas em gestão e tecnologia, acredita num modelo transversal de ensino continuado para Educação Financeira Infantil Familiar e Escolar.

Além disso, o mercado B2C potencial da Tindin é formado por jovens entre cinco e 17 anos, que segundo dados do IBGE, movimentam cerca de R$ 40 bilhões todos os anos.

Já o mercado B2B, para o qual a Tindin vai direcionar seu modelo de negócio no segundo semestre, é formado por Escolas Fundamentais, treinamentos corporativos e EAD em geral que, juntas, movimentam quase R$ 100 bi anuais.

Vale destacar que as Escolas Fundamentais são responsáveis por 60% deste montante e serão obrigadas por lei a incluir educação financeira na grade curricular, já no próximo ano.

Veja também: A opinião de Leandro Karnal sobre Tecnologia da Informação

A morte anunciada do dinheiro de papel

Especialistas afirmam que em 10 anos o dinheiro de papel estará extinto. Para Fábio Rogério, graduado em desenvolvimento de sistemas para Internet, pós-graduado em Administração de Banco de Dados e pai da Alice que nem completou o primeiro aniversário, “quando ela chegar aos 10 anos, não existirá mais o dinheiro físico”, diz o empresário.

A obsolescência do dinheiro físico parece ser o caminho natural de uma civilização que avança a passos largos rumo à máxima eficiência. “Dinheiro de papel é caro, ineficiente e perigoso. Os custos logísticos e de segurança que cercam o transporte de valores é exorbitante. E já existem inúmeras tecnologias capazes de substituir as moedinhas”, diz.

Na visão de Schroeder, quando juntamos finanças e crianças, o cenário tende ao digital. “O mundo virtual já não é novidade para as crianças. Elas são capazes de interagir com ele antes mesmo de tomarem consciência disso. Acostumaram-se a construir mundos inteiros na abstração das pequenas e grandes telas”, conclui.

 

Related posts

Repom leva para o Mato Grosso mais uma unidade de seu Clube da Estrada

Redação Logística Brasil

Brookfield entra no mercado de terceirização de frota de veículos leves e pesados

Redação Logística Brasil

Na disputa geopolítica e comercial do 5G, como fica o Brasil?

Maria Alice Guedes

Deixe seu comentário