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14 de outubro de 2019
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Exportações do Brasil ao Iraque atingem mais de US$ 400 milhões

Exportação Brasil Iraque

As vendas das empresas brasileiras ao Iraque cresceram US$ 100 milhões este ano. De janeiro a agosto de 2019 o faturamento com exportações ao mercado iraquiano chegou a US$ 416 milhões ante US$ 327 milhões em 2018.

Os produtos que lideram são açúcar de cana, carne de frango, boi vivo, tubos de liga de aço para a industria de petróleo e gás, arroz e carne bovina, além de outros itens como milho, cosméticos, calçados, equipamentos odontológicos, café, pimenta tabaco, tratores e demais máquinas de construção.

“O comércio entre Brasil e Iraque cresce porque temos a situação ideal para a realização de negócios”, diz Jalal Chaya, vice-presidente Executivo da Câmara Brasil Iraque. “De um lado temos o Iraque com menor grau de industrialização e carente de todos os produtos, e do outro o Brasil com seu parque industrial maduro e diversificado”, explica.

Ponte para a América do Sul

A Colômbia está exportando para o Iraque com suporte da Câmara Brasil Iraque. Em termos práticos significa que todo o processo de certificação de origem é conduzido pela entidade no Brasil.

As exportações colombianas certificadas pela Câmara são boi vivo e bombas de sistemas de distribuição de água, totalizando US$ 3,2 milhões. As vendas da Colômbia somam-se as da Argentina (soja e arroz) e Uruguai (tubos para industria de petróleo e gás e arroz).

O Iraque exige certificação de origem para todos os produtos importados como forma de combater pirataria e garantir a qualidade do que é vendido ao seu mercado interno. “No passado tivemos casos de mercadorias falsas tentando ingressar no Iraque e graças ao sistema de certificação de origem isso foi impedido”, explica Chaya.

Em toda a América do Sul, o único país que dispõe de uma Câmara de Comércio com o Iraque é o Brasil. Dessa forma, os trâmites de emissão do certificado de origem são concentrados em São Paulo.

“O exportador que envia sua mercadoria sem toda a documentação necessária, exigida pelo governo do Iraque, incluindo o certificado de origem, pode ter dificuldades para por seu produto no mercado iraquiano”, conta o vice-presidente da Câmara. “O cerificado agiliza o trâmite”, afirma.

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