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6 de dezembro de 2019
Destaques Transporte

Logística Just in Time segue como estratégia no varejo

A logística Just in time, mais conhecida como JIT, nasceu nos anos 70, como um sistema de técnicas administrativas, desenvolvido pela Toyota Company, com o objetivo de oferecer melhorias nos processos produtivos e alta performance. De lá para cá, passou a ser uma importante ferramenta para o transporte, capaz de otimizar processos e procedimentos por meio da redução contínua de desperdícios.

Engana-se quem pensa que o processo Just in time se resume apenas a entregar no tempo certo. Na verdade, ele abrange toda a cadeia produtiva e exige que a empresa como um todo entenda a filosofia do sistema para engajamento de todos os processos e etapas.

A adesão de E-commerces em todo o mundo ao Just in Time se justifica por ser o único processo capaz de aumentar a produtividade e a performance do negócio e, ainda, delimitar estratégias mais assertivas.

Na prática, é vender para depois produzir

A fábrica trabalha sob demanda, e dessa forma, os estoques diminuem. Além de menos custo financeiro, há menor desperdício de área física e de produção, transporte, processamento, movimento nas operações e de estoques.

De acordo com um estudo da Cognizant do Brasil sobre o mercado automotivo, uma série de mudanças devem acontecer nos próximos anos. Algumas delas são a necessidade de se concentrar na experiência e inovação do trajeto percorrido, no design orientado para o propósito e na transição para um modelo de negócio baseado em serviços.

Em outros segmentos, a ‘servitização’ será a linha de frente a exemplo da gigante Amazon que entrou para o seleto grupo das empresas com valor de mercado de UM TRILHÃO ao compreender que a cadeia de serviços é hoje mais importante que a própria cadeia de suprimentos. Por isso, a logística é o centro da experiência da Amazon.

Com a vinda das montadoras para o Paraná em meados de 2000, a Sulista entendeu que tinha know how para ser um fornecedor de transporte e logística para essa indústria altamente exigente e com boas práticas de gestão. Assim, nasceu a parceria com a VW Audi, recém-chegada no Paraná, quando iniciei a carreira numa operação Just in Time.

Passamos a fazer o transporte JIT de todos os fornecedores instalados na região de Curitiba e, também no parque industrial. Foi um momento que marcou minha carreira profissional, pois estava inserido diretamente no processo logístico da montadora e envolvido no planejamento da produção do primeiro carro, quando a Sulista fez o transporte das peças.

Busquei especialização e conhecimento, com cursos na área de produção, logística e transporte, dentre eles, Lean Manufacturing, Kaizen, Gestão de estoques, Gestão de transporte, Gerenciamento de risco.

Como uma das principais empresas de transporte rodoviário do setor automotivo nacional, conquistamos vários clientes de renome, e sempre desenvolvendo alternativas logísticas. Sabemos que o maior desafio é alinhar a cadeia com a filosofia JIT, pois todos os envolvidos devem trabalhar numa sincronia perfeita.

Caso algo saia fora do planejado, o sistema de informação deve ser ágil e claro para que se possa fazer a contenção rapidamente, evitando rupturas no processo. Esse é o que eu chamo de “pulo do gato” do sistema JIT – o entendimento para uma tomada de decisão ágil, correta e assertiva.

Em tempos de alta concorrência e consumidores exigentes, ter clientes que confiam seus estoques sobre rodas ao nosso monitoramento, é o reconhecimento de que acompanhamos o passo-a-passo no decorrer da viagem e trabalhamos seu planejamento/produtividade com segurança e assertividade.

Para essa melhoria contínua, estamos focados em tecnologia e, na simplificação e agilidade das informações.

 

Por Ronaldo Lemes – Diretor de Operações na Sulista

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