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8 de abril de 2020
Tecnologia

Trybe capta R$ 42 mi para formar desenvolvedores que pagam curso depois de conseguir emprego

As startups atacam mercados com grandes lacunas e grandes oportunidades — e um desses setores é o de tecnologia. Mesmo em um país com altas taxas de desemprego, é difícil contratar um grupo específico de profissionais: os desenvolvedores de software, também chamados de devs.

A Trybe é uma escola-startup para formar esses desenvolvedores. A procura por eles é tão grande que a empresa faz uma aposta: só será remunerada quando seus alunos conseguirem um emprego que pague ao menos R$ 3,5 mil. 

A ideia atraiu investidores de peso, com quantias igualmente grandiosas. Após um aporte semente de R$ 15 milhões, a Trybe captou uma rodada série A de R$ 42 milhões. O investimento foi liderado pelos fundos Atlantico, Canary e Global Founders Capital. Os recursos vão para melhoria de produto e expansão geográfica, com a expectativa de tornar os atuais 150 estudantes em 3 mil nos próximos dois anos.

Para o CEO da startup, Matheus Goyas, o principal diferencial da escola é um programa de aprendizagem de alta qualidade de seis horas por dia com duração de um ano criado sob medida para formar pessoas que atenderão às demandas das principais empresas do Brasil e do mundo. “Nosso objetivo é acelerar a carreira da pessoa em desenvolvimento de software. A ideia é trabalhar ativamente desde o início do programa para preparar e conectar os estudantes com as nossas empresas parceiras”, enfatiza.

Ainda segundo o CEO, o investimento será usado majoritariamente para investir na qualidade da formação dos estudantes. “A Trybe só ganha quando o estudante tem o sucesso profissional. Isso nos obriga a oferecer não só as melhores práticas de ensino, como também investir cada vez mais na qualidade e formação do estudante. Afinal, se nossos estudantes não forem bons profissionais, eles não terão sucesso e, consequentemente, nós perdemos com isso”, afirma o empreendedor.

A expansão também está no radar da startup. “Vamos expandir conforme tenhamos segurança que nossa qualidade está melhorando”, destaca o CEO da Trybe. Ainda neste ano, a escola espera abrir mais nove turmas e chegar a 600 estudantes. Até 2021, a startup, que atualmente tem hubs em Belo Horizonte, São Paulo, Itajubá e Florianópolis, além de operar em mais 12 cidades na modalidade sem hub, projeta alcançar a marca de três mil estudantes.

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