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8 de abril de 2020
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Vamos perder a batalha da inteligência artificial, diz CEO da Microsoft

O Brasil está fadado a fracassar na disputa pelo posto de liderança em inteligência artificial. De acordo com Tânia Cosentino, CEO da Microsoft Brasil, isso deve ocorrer em função da baixo interesse dos brasileiros por matemática. 

“No índice de pessoas graduadas [no Brasil], somente 15% são da área de exatas, enquanto a China está beirando os 40%. Vamos perder a batalha da inteligência artificial”, afirmou a executiva, durante evento do BTG Pactual (controlador de EXAME). Ela também chama a atenção para a pequena participação feminina no segmento. “Desses 15%, somente 15% são mulheres.”

A baixa qualificação da mão de obra brasileira em tecnologia é uma das principais preocupações dos executivos da área. “Hoje, skills  [qualificação] é o tema central”, afirmou o CEO da IBM Brasil. Segundo ele, o número de vagas com carência de mão de obra qualificada no Brasil deve chegar a 500 mil nos próximos cinco anos. 

Para Cosentino, a demanda por esse tipo de profissional vai aumentar de forma que não vai dar tempo para as pessoas se especializarem. “Ao contrário da terceira revolução industrial, que demorou 30 anos, isso vai acontecer em menos de 10 anos. Vir para a nossa área é emprego garantido”, disse. 

“Dos empregos de 2030, 65% ainda não existem hoje. Desses, quase 100% vai estar relacionado à tecnologia”, afirmou Rodrigo Galvão, CEO da Oracle Brasil.

A diferença entre homens e mulheres no mercado de tecnologia é grande. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 20% das pessoas que atuam na área são mulheres. Um estudo da Women In Technology apontou que 52% das mulheres já sofreram algum tipo de discriminação por gênero trabalhando com tecnologia.

Pensando em preencher a falta de mulheres no mercado, a Cognizant está com 40 vagas abertas para treiná-las no programa Aprendiz Women in Tech. Para se inscrever, basta ser uma menina entre 17 e 21 anos, estar cursando o terceiro ano ou já ter concluído o ensino médio, e saber o básico do pacote Office.

De acordo com a empresa, “a iniciativa visa estimular, treinar e capacitar mulheres que estão cursando ou terminaram o ensino médio a atuar na área de tecnologia da informação”.

O treinamento dura 18 meses e a profissional trabalhará seis horas por dia (mesmo período que um estagiário trabalha), de segunda a sexta-feira. Entre os benefícios oferecidos pela empresa estão o vale-refeição, vale-transporte, convênio médico e salário. Há chance de efetivação no final do programa, em áreas como negócios digitais, suporte, operações e área corporativa.

As inscrições estão abertas até dia 21 de fevereiro. Basta clicar neste link e procurar as vagas das áreas descritas acima.

Fonte: Exame

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